quinta-feira, 27 de novembro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
A importância das Artes Plásticas no desenvolvimento da criança.
A IMPORTANCIA DAS ARTES PLÁSTICAS NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
Nos dias de hoje, a arte
voltada para a educação e desenvolvimento do individuo, na formação do seu
sentido critico e afetivo, está a ser desvalorizada.
Muitas vezes as pessoas não
são motivadas a procurar dentro de si algo de novo e criativo.
A imagem que nos é passada é
a da apreciação das grandes obras e não a do despertar da capacidade criativa.
Para que consigamos acordar
essa capacidade, nós, professores, podemos e devemos fazer uso das linguagens
artisticas ( artes visuais, teatro, dança, musica…), que sendo carregadas de
sentidos, fazem parte da condição humana para desenvolver nos alunos a
capacidade de se relacionar, de sentirem e de assumirem uma consciência
critica.
Esta minha intervenção tem
por finalidade apresentar uma reflexão sobre a importância das artes plásticas
na formação da criança.
A arte é importante na vida
da criança, pois contribui para o seu desenvolvimento expressivo, para a
construção da sua poética pessoal, para o desenvolvimento da sua criatividade,
tornando-a mais sensivel e fazendo-a ver o mundo com outros olhos.
Uma das competências que insisto
com os meus alunos é fazê-los saber observar tudo o que os rodeia (Ex:
Perguntar quando entram em casa o que observam no chão, paredes, objetos, cores
e posicionamento no espaço…).
A criatividade do aluno precisa de ser trabalhada e
desenvolvida e é através dos exemplos que a arte nos transmite, na escola, que isso se tornará viável.
A ARTE ENSINA-SE / A ARTE APRENDE-SE
Porém nas escolas e
sociedade podemos verificar que ocorre o contrário.
As artes são desvalorizadas
e colocadas apenas como um momento de repouso nas outras disciplinas, que são
consideradas mais importantes para um ranking escolar, que previlegia o
português e a matemática ( lembrar exames do 6º ano), ou então surge para
colmatar datas comemorativas onde é importante criar cenários para embelezar um
espaço, para ser admirado pela comunidade.
Isto está errado!!!
A arte deverá prevalecer como
um todo integrante e quotidianamente vigente.
Não vamos fazer flores,
quando o âmago da questão, é uma miragem.
A supressão de um professor
na disciplina de EVT, por turma, por razões vincadamente economicistas, criou
uma grave lacuna no acompanhamento individualizado de cada aluno, no ser humano
em formação. CULPO O MINISTÉRIO POR ESTA SITUAÇÃO!!!
Não conseguimos
individualmente dar o apoio, a atenção e a pedagogia a cada um dos nossos
alunos, já que as turmas estão cada vez maiores e a relação professor-aluno se
torna muito mais distante.
O PROFESSOR É ALGUÉM QUE CONDUZ ALGUÉM ATÉ SI MESMO
Podemos conduzir alguns
alunos, mas não todos.
Podemos dizer que o bom
professor é aquele que se empenha no que faz e que tem como objetivo o
crescimento e o desenvolvimento dos seus alunos.
Neste momento, apenas com um
professor numa turma de aproximadamente 30 alunos é extremamente dificil, diria
inalcançável no campo das artes. Pois todos eles nos questionam se o seu
trabalho vai de encontro ao que é pedido pelo professor.
Seria muito facil dizer que
tudo esté bem, ou está mal, ou não se preocupar minimamente, mas as observações
múltiplas não permitem o tal acompanhamento individualizado, em que o professor
desafia o seu aluno para que este desenvolva a sua poética e estética pessoais.
NO ENCONTRO QUE SE FAZ ENTRE A ARTE E A CRIANÇA, SITUA-SE O
PROFESSOR, CUJO TRABALHO EDUCATIVO SERÁ O DE INTERMEDIAR OS CONHECIMENTOS
EXISTENTES E OFERECER CONDIÇÕES PARA NOVAS DESCOBERTAS.
Torna-se necessário que o
docente analise e valorize o processo evolutivo da criação e não apenas o
produto final.
Mas poderá o professor fazê-lo
em turmas enormes?
Poderá individualmente
incentivar o aluno a pesquisar e a criar?
E a sensibiliza-lo para um
método de observação, de resolução de problemas, de utilização e conhecimento
da cor e outros objetivos exigidos?
É IMPOSSIVEL!!!
Por muito que se queira e
embora se tente valorizar e incentivar a originalidade e criatividade dos
alunos, é inviavel, em todo o seu possivel potencial.
A PERDA DO LÚDICO PROVOCA NA CRIANÇA O ENVELHECIMENTO PRECOCE
E A ATROFIA DA ESPONTANEIDADE.
Mas aqui o trabalho do
docente é conduzir a criança a expressar-se, a imaginar outras possibilidades,
caso contrario o aluno poder-se-á transformar apenas numa formatação de
respostas e modelos estereotipados (Exemplos:. Desenhos animados - heróis,
gadgets – psp´s, pc´s, ipod, tablets…), que no futuro, se traduzirão em adultos
pouco flexíveis, pouco motivados, não empreendedores e robotizados.
Hoje para além das pinturas,
gravuras, desenhos e esculturas, é possivel trabalhar com vídeos, fotografias,
artes gráficas e programas de computador ( paint, photoshop…).
Mas, para produzir, o aluno
necessita de conhecer e dominar os elementos que constituem as artes visuais,
tais como: Ponto, linha, volume, textura, cor e luz. Também precisa de
experimentar e manusear diversos materiais, tais como: papéis, tintas, argilas,
metais, texteis, etc…
FINALIZAÇÃO
A minha ideia nestas
jornadas pedagógicas, é a de fornecer informações, despertar reflexões e
análises, com o intuito de apontar caminhos e melhorar formas para o ensino e
aprendizagem das artes plásticas.
Afirmo que, para a arte
possuir o mesmo valor das outras disciplinas e ser considerada para o desenvolvimento
da criança, é necessária uma consciencialização e tomada de atitudes, acima de
tudo, por parte do ministério da educação, da escola, da família e do
professor.
Torna-se necessária uma
verdadeira mudança, em que todos assumam a responsabilidade de educadores e trabalhem
no sentido dessa mesma conquista, visando sempre o melhor para o aluno, com o
objetivo de torná-lo um cidadão activo, crítico, criativo e que saiba ver,
ouvir e sentir com cabeça e coração, remetendo-nos para a intelegência
cognitiva e inteligência emocional.
A inteligência cognitiva exige
uma resposta certa e correta, obtendo-se informações e conhecimentos novos em áreas
já desbravadas, ao passo que o pensamento criativo, abordado ao longo desta
dissertação, requer muitas respostas possíveis, que pressupõem originalidade e
flexibilidade.
Aqui as ambivalências,
contradições e complexidades não são obstáculos, mas sim estímulos.
No atual contexto, em que os
nossos governantes, empresários e instituições europeias, apelam ao
empreendedorismo, há que começar a educar e sensibilizar as nossas crianças
para o desenvolvimento das suas capacidades e competências emocionais, que
passo a enumerar:
- Auto conhecimento, auto
controlo, empatia, capacidade de relacionamentos interpessoais e auto
motivação.
Aqui entram as artes plásticas
como um papel potenciador, dessas mesmas competências. É urgente estimular e
desenvolver emocionalmente as crianças de hoje , crianças que agem, sentem e
pensam por elas próprias, tornando-se adultos seguros, empreendedores, com
estima por si próprios e pela história e cultura do nosso pais.
Fernando Magalhães – Professor de EVT
quarta-feira, 11 de junho de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Café
Um aroma envolvente, feito de vida e de tempo,
pairava bem à minha frente numa simples chávena de café.
Nostalgias de paisagens tropicais, em cores que
a vida combinava, perpassavam na mente como sonhos inalcançáveis, ou já
passados por querer.
Vivências circunstanciais de cidades,
continentes, de fortuitos encontros, paixões, negócios, amizades, mágoas e
desesperos, alegrias e tristezas, encontros e abandonos, soltavam-se em vapor e
aroma.
Volúpias etéreas que emergem e se selam ou
despedem num simples trago amargo ou doce, desenhando interrogações no fundo de
uma chávena.
Depois um beijo quente e sentido de magia de um
sabor.
Fechei os olhos e deixei-me transportar até ao
âmago da dor, ou seria do prazer?
Fernando
Magalhães - 2013
sábado, 11 de janeiro de 2014
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Natal
Todos
os anos pensamos numa mensagem diferente
para
um dia diferente
e
sempre igual ao longo de uns 365 dias de um ano qualquer.
É
difícil transmitir a paz,
quando
ela se ausenta do nosso imaginário.
É
difícil conseguir alcançar o subconsciente
perdido
em memórias felizes,
que a realidade vai cobrindo com o véu do
presente
e erodindo em ventos de futuros ambíguos.
Mas
é facílimo desejar-vos Boas Festas e um Natal muito Feliz!
…Mais
um Natal!
Mais
uma data com marca de água de uma lágrima.
Talvez
lágrima de amor.
Talvez
lágrima de esperança.
Quem
sabe, lágrima feita sorriso.
Ou,
quem sabe,
lágrima
tocada pelo sol de um novo amanhecer.
Ou
do renascer de um espírito ausente.
Por
não estar.
Por
não querermos.
Ou
por esquecermos a sua presença?
Porque
ele é constante,
O
espírito do Natal.
Porque
ele é presente
No
nosso coração.
…Ele
toca-nos no peito.
Só
temos de o sentir!
De
saber e querer “ouvi-lo”!
Fernando Magalhães - 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Entrega do prémio Lions | Imagina a Paz
Entrega do prémio Lions | No dia nove
de Julho de 2013, na escola E.B. 2,3 Dr. Carlos Pinto Ferreira, com a presença
do governador do Lions Clube de Vila do Conde, do Professor Davide Oliveira e
ainda da Subdiretora deste estabelecimento de ensino, foi entregue o prémio
correspondente ao primeiro lugar a nível concelhio e terceiro lugar distrital
Norte e Centro, ao aluno do 6.º ano, turma B, Jorge Cunha. Este cartaz vencedor
ilustrava o tema a concurso "Imagina a Paz".
O professor orientador,
Fernando Magalhães
domingo, 23 de junho de 2013
Uma perspectiva no ensino da Arte
A Última Ceia
| Esboço aguarelado 45cmX29,7cm de Fernando Magalhães.
A importância da Arte na formação do
aluno/adulto
A Educação Artística começa na infância
para se desenvolver e aprofundar ao longo da vida. Favorece a formação da
personalidade de um modo harmonioso e saudável, quando abrange a expressão
livre e a criatividade (ponto alto da expressão e sinónimo de saúde mental).
A expressão livre revela o ser, quando
inteiramente assumida.
A autenticidade da expressão e a
criatividade são referências primordiais a respeitar e a estimular, que
envolvem os aspetos mais inesperados da imaginação.
Na área de Expressões e concretamente
nas disciplinas de Educação Visual e Educação Tecnológica, os alunos são
levados a apreciar a permanente influência da Arte na vida e a orientá-los no
sentido de entenderem e preservarem os elementos culturais e ambientais que
fazem parte do nosso património local e universal.
O professor encaminha-os para
experiências criativas e artísticas organizadas de maneira a admitir a escolha
individual de acordo com os interesses de cada um e a permitir um
enriquecimento gradual e cumulativo.
A meta prioritária das expressões
artísticas consiste em ensinar os alunos a utilizar a sua sensibilidade e
levá-los a entender o objetivo preponderante da educação artística:
- Tornarem-se uma força criativa e interveniente
para construírem uma sociedade melhor.
O processo de ensino que explica a
metodologia da educação através da Arte converte-se num meio de desenvolvimento
integral do discente e na sua preparação para se transformar num cidadão
psicológica e humanamente preparado para em equilíbrio construir um futuro e
uma sociedade livres e democráticos.
Efetivamente uma simples linha separa a
realidade que temos daquela que pretendemos ter.
O movimento dessa linha tanto se pode
transformar no caos de tensões quebradas por interesses extrínsecos e alheios à
cultura, como numa linha que conduz a uma espiral progressiva que procura a
evolução cultural de um ensino e de um país.
Para chegar a uma forma de contornos
definidos temos de abordar a bidimensionalidade e a tridimensionalidade.
A primeira, mais limitada, assemelha-se
a um ministério de superfície rígida, incerta, desestruturada e estranhamente
hostil.
A segunda, à qual adicionamos a
terceira dimensão: o professor exprime outra personalidade que é mais flexibilizante,
precisa, calma, ativa e graciosa.
Às formas também lhes podemos conferir
movimento, mas algumas delas mantêm-se estáticas, sem dinamismo, conservando
uma orientação pesada, numa direção específica e inalterável. Outras são
susceptíveis de sugerir uma atividade muito maior, em diferentes direções,
expandindo-se no espaço, movimentando-se rumo ao futuro e sempre contrariando
as tendências retrógradas, doentias e obsessivas.
Quanto ao espaço e a sua representação
do mesmo, a ilusão de profundidade pode ser dada através de sombras, ou de luz
e sombra, ou ainda da perspectiva.
A representação desse espaço, como o
olho humano o vê, restringe-se unicamente à perspectiva óptica. Esta difere de
artista para artista utilizando ou deformando a realidade. Curiosamente neste
país há muitos artistas que deformam a realidade, utilizando perspectivas não
existentes (as quadradas), deixando por omissão a cónica que tende para um
ponto, sempre concordante e aglutinador de uma forma, ou cenário, equilibrado e
desejável.
Os artistas persecutórios deste país
interpretam o espaço utilizando recursos que variam desde a diminuição de
tamanho, artifício muito aproveitado para sugerir profundidade ou separação do
cidadão, ou utilização de sobreposições relativamente a tribunais
constitucionais e arbitrais, para incutirem a sua perspectiva de afastamento
espacial.
Mas, por outro lado, o espaço também
pode ser elemento de força emocional, mais do que qualquer objecto ou forma
representada, constitui exemplos de concepções artísticas nas quais as formas,
ou muitos dos seus pormenores apresentados, são deliberada e conscientemente
planeados em lutas e greves com o objetivo de enfatizar o espaço a que se tem
direito e a perspectivar valores que assistem aos artistas do ensino em benefício
do todo e do conjunto.
A ilusão é sempre mais forte quando se
utiliza a perspectiva linear.
A linearidade nunca seduziu artistas
plásticos que preferem as linhas curvas anticonvencionais, linhas em desalinho,
que com agulha se cozem, esperando que os artistas alinhados no governo se
cozam também.
Fernando Magalhães
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Um ovo diferente
Os alunos da turma A do 6.º ano
executaram um projeto na disciplina de Educação Visual, para um concurso
promovido pela Regina e Imaginar, subordinado ao tema “Um ovo diferente”.
A atividade decorreu de acordo com
as expectativas, tendo alguns alunos apresentado nas suas múltiplas abordagens
a consecução do seu projeto a concurso.
Devido às dimensões estipuladas no
regulamento, o trabalho foi realizado em folha formato A4 e pintado com
materiais riscadores: lápis de cor e marcadores.
O aluno número dezoito, do 6.º -
A, Tiago Araújo, venceu o primeiro prémio do 5.º ao 7.º ano, a nível concelhio,
constituído por um cabaz de chocolates Regina e um livre acesso às Curtinhas
(Cinema de Animação para crianças) durante todo o mês de Julho no Cine Teatro
de Vila do Conde.
O professor orientador, Fernando Magalhães
Demissão de adulto
Perante
a sociedade, e de acordo com os direitos desconstituídos que me assistem,
apresento formalmente o meu pedido de demissão de adulto.
A
bem da Nação e de um estado hieraticamente estabelecido, decidi que pretendo
regredir no tempo físico e voltar a auferir das responsabilidades e ideias de
uma criança de dez anos, no máximo!
PRETENDO
ACREDITAR que este mundo é justo e todas as pessoas são
honestas e puras.
…que
os políticos só pretendem o nosso bem e o bem estar social.
…que
a Troika vem salvar a vida das famílias sem emprego e que passam fome e que o
FMI é o Futuro Marcado para a Independência.
QUERO
de novo acreditar que tudo é possível, até os sonhos!
…que
a vida é espantosamente simples de viver e sem complexidades acrescidas.
QUERO
apreciar todas as maravilhas da Natureza, sem poluição e sem guerras.
NÃO
QUERO mais ver telejornais fatalistas, programas de
televisão que são um atentado à inteligência, aos valores morais e à dignidade
do mais comum dos seres humanos.
NÃO
QUERO fazer contas ao ordenado que ganho e que faço
esticar como elástico que rebenta até ao próximo mês.
NÃO
QUERO dar valor material às coisas e saber que só com
euros as posso ter.
…prefiro
as moedas de chocolate que me dão prazer ao comê-las e que, com o papel
metalizado que as envolve, ainda consigo criar novas formas de construir e
brincar.
NÃO
QUERO mais dizer um adeus condolente aos amigos que
partem e que com eles transportam uma parte da minha vida.
QUERO
que a única competição se resuma a um jogo de futebol, onde a alegria de
ganhar, ou a tristeza de perder, se transforme num novo jogo de amigos no dia
seguinte.
QUERO
chapinhar na lama.
QUERO
sentir as flores crescerem.
…sentir
a sombra das árvores,
…roubar
as maçãs ao vizinho,
…trepar
muros de aventura,
…jogar
aos polícias e ladrões, aos índios e aos cowboys, às casinhas e aos médicos,
…construir
castelos de areia e castelos no ar,
…olhar
as nuvens e descobrir formas de animais, de gigantes e de naves espaciais.
QUERO
saltar de rocha em rocha junto ao riacho.
…atirar
rasante uma pedra na água e ver quantas vezes ela saltita na superfície antes
de se afundar.
QUERO
ver amadurecer as primeiras amoras, as primeiras uvas, as primeiras laranjas e
prová-las, deixando escorrer o sumo que me suja a roupa.
QUERO
voltar a sentir que as chicletes, os gelados e as gomas são os melhores sabores
do mundo.
QUERO
construir um papagaio de papel e vê-lo voar recortando o céu.
QUERO
voltar ao passado em que se é feliz, porque a maldade dos adultos não existe e
a ignorância das coisas não nos preocupa ou fere.
QUERO de novo acreditar no
poder dos sorrisos e dos abraços, dos beijos e dos mimos, das palavras gentis,
da verdade, da justiça, da paz, do amor, dos sonhos e da imaginação.
QUERO
sentir tudo de novo, sem artifícios ou mentiras, sem falsidades ou promessas
incumpridas…
E
para aqueles que, de moto próprio, fizeram o sagrado voto material do
esquecimento, ainda quero pensar que toda a infância vale muito mais que o
dinheiro.
Demite-te
de ser adulto!
Liberta-te
da prisão de uma vida agonizante e aborrecida!
“O
amor é um pássaro verde, num campo azul, no alto da madrugada!”. (Assim
escreveu uma criança).
Fernando
Magalhães
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Mentira
A
mentira não existe.
A
mentira é a verdade com que nos embalam em urdidos artifícios que não nos
deixam pensar e nos remetem para o limbo de uma interrogação desfalecida e
desfasada da realidade que conhecemos, mas que desacreditamos por nos fazerem
crer.
É
tão fácil mentir como fazer acreditar que não se mente.
Os
argumentos utilizados são tão verídicos, como as auto defesas que os querem
contrariar.
Mentir
é sinónimo de ocultação da verdade.
Mas
se a verdade não se vê, a mentira existe?
Oculto,
por pacatez de de alma, a vontade de gritar ao ver notícias telejornalescas que
revolvem entranhas e fazem vomitar vísceras. E, já omiti discursos políticos,
futebolísticos e religiosismos fanáticos!
Poderei
denunciar aquilo que me revolta mas que arrasta outros que acreditam por verdadeira
a mentira camuflada?
Todos
os dias ouço, vejo e sinto, a mentira da verdade que me rodeia, do país que
habito, da vida que quotidianamente carrego rumo ao infinito de querer ser
aquilo, a que, por motivos que a verdade desconhece, me propus ser honestamente.
Será
a mentira de viver, ou a verdade a esmorecer nos meandros da sociedade?
A
verdade de mentir é como nascer sem ter mãe: não conhecemos os genes, não
existe filiação e o que nasceu afinal?
Apenas
a ideia de um filho em efémera gestação!
Esta
afinal é a mentira de fazer vingar e crescer aquilo que nunca eclodiu. Mas que
com publicidade, já chegou à puberdade, sem nunca ter existido!
Para
proclamar a mentira, não acreditei em nada daquilo que registei.
Será
porventura verdade aquilo que não escrevi?
Para
finalizar, manifesto a minha profunda indignação pelas afirmações anteriormente
explicitadas.
A
mentira é a verdade daquilo que nunca existiu.
Fernando
Magalhães
1-4-2013
1-4-2013
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