Último retrato a grafite que executei 20cmx42cm
domingo, 5 de setembro de 2021
Como nos encontramos em pleno início do ano letivo, deixo-vos com um poema que escrevi e que dedico a todos os professores de matemática.
Era um cosseno
que nada tinha de obsceno
mas despertou a atenção.
Como cateto assumido
elevou-se a hipotenusa
em retângulo de emoção.
Ela respirava trigonometria
cabelo de trigo em triângulos
que em relações de ângulos
lhe passaram uma tangente
provocando uma função
de secante e cossecante
mesmo sem razão inversa
do quadrado das distâncias.
E a distância em linha reta
não permitia a equação
de saber se x e Y
teriam uma relação!
Em geometria analítica
projetava a imagem dela,
que retinha na retina
em dado vetorial.
A álgebra e a aritmética
apenas se transformavam
em geometria sensorial…
E, já farto de ser zero
que se multiplicava em nada
partiu para a cibernética…
Tendo um como algoritmo
percorreu um novo ritmo
que sendo multiplicado
dava o mesmo resultado!
Sem resultado aparente
transferiu o quociente
para a multiplicação.
Queria uma prova real
e encontrá-la afinal
no meio da multidão.
E numa perpendicular
sem axioma à vista
no ponto da abcissa
e em plano vertical
viu-a surgir afinal:
Formaram um número par
só divisível por si
ao qual o PI deu alento
e com ´ linha procriou
em numérica sucessão
de unidades sem fim …
Fernando Magalhães
domingo, 19 de julho de 2020
domingo, 12 de julho de 2020
segunda-feira, 6 de julho de 2020
A grande diferença entre chá e infusão
Se, por um lado, o chá é preparado por meio da infusão de folhas da planta do chá - Camellia sinensis, por outro lado, a infusão é uma bebida preparada através da adição de água a ferver a folhas, flores, sementes, frutos ou caules de plantas.
Chá
O chá foi descoberto há cerca de 5000 anos e é a bebida mais consumida do mundo, a seguir
à água. Todos os chás - preto, verde, Oolong e branco
provêm da mesma planta de climas quentes, a Camellia sinensis. Os diferentes
tipos de chá são determinados pelo processamento das folhas da planta e pelo
seu nível de contacto com o oxigénio. Durante a oxidação, as folhas de chá
sofrem reações químicas naturais que resultam em características
distintas de cor e sabor. Assim, o chá branco é produzido a partir do botão ou
rebento das folhas, que são rapidamente secas ou submetidas a vapor para evitar
a sua oxidação. Por sua vez, o chá verde
é apenas levemente oxidado - as folhas são cozidas ao vapor, enroladas e secas. Por outro lado,o chá preto é oxidado por duas a quatro horas, sofrendo um maior processo de
fermentação. Já o chá Oolong está entre os chás verde e preto, pois as folhas são apenas parcialmente oxidada.
Com efeito, o chá é cultivado em milhares de jardins e propriedades de
chá em todo o mundo, resultando em milhares de variações únicas. O
chá é dividido por notas, determinadas
pelo tamanho da folha. Folhas de tamanho menor são usadas em saquinhos de chá, enquanto
as folhas de tamanho maior podem ser encontradas a granel.
A nível nutricional, o chá não contém sódio,
gordura, carbonatação ou açúcar e é praticamente livre de calorias.
Para além disso, o chá contém teína, a
cafeína do chá. Uma chávena contém entre 40 a 50 miligramas de teína. Uma
dose equivalente de café contém 70 a 130mg de cafeína.
O chá possui também flavonoides, compostos naturais com propriedades antioxidantes, que
fornecem compostos bioativos que ajudam a neutralizar os radicais
livres, que danificam o material genético e contribuem para doenças crónicas.
Adicionalmente, parece também ter efeitos benéficos a nível da
prevenção do cancro, declínio neurológico, diabetes e
doenças cardiovasculares, e na saúde óssea, imunidade e controlo do
peso.
Infusões de ervas
Por sua vez, as infusões de ervas não provêm da
planta Camellia sinensis, mas sim de uma infusão de folhas, raízes,
cascas, sementes ou flores de outras plantas. Exemplos
de infusões utilizadas são a hortelã-pimenta, tília, camomila,
cidreira, lúcia-lima, alecrim, sálvia, tomilho, folha de oliveira,
jasmim, rooibos, gengibre, casca de limão e laranja. Cada uma delas
possui propriedades diferentes. A título de exemplo, a hortelã-pimenta tem
propriedades anti
flatulência, antiespasmódicas e antissépticas que tornam
popular o seu uso medicinal desde há muitos séculos.
As infusões não possuem cafeína (teína), o que poderá
ser uma vantagem para indivíduos com sensibilidade a este composto. Contudo, as
propriedades antioxidantes das infusões de ervas
são consideravelmente menores em comparação com as dos chás, embora apresentem um nível
de polifenóis totais semelhante.
Os chás e infusões podem interagir com
alguns medicamentos e diminuir a absorção de determinados nutrientes, como o
ferro, pelo que em caso de dúvida é recomendável consultar um médico antes do
seu consumo. Adicionalmente, não devem ser ultrapassadas as duas chávenas
diárias e devem ser bebidos fora das refeições principais.
Uma forma prática e diferente de se beber chá é fazer chá gelado
(ice-tea), isto é, um chá consumido frio. Não deve ser confundido com o
refrigerante vendido nos supermercados, uma
vez que este possui quantidades elevadas de açúcar. Poderá também optar-se por uma
'infusão gelada', usando, por exemplo, hortelã, limonete, erva-príncipe
ou sálvia. De salientar que na preparação
de chás ou infusões não deve ser adicionado açúcar. Em vez
disso, poderá ser colocado um pau de canela, gotas de limão ou frutas.
Desta forma, os chás e as infusões diferem
na sua origem, sendo que os chás apresentam maiores
propriedades antioxidantes. Ambos podem ser excelentes formas de manter o
equilíbrio hídrico adequado.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
A Máscara
Olho-me ao espelho:
- O reflexo que vi ontem aparenta o mesmo aspeto de hoje.
No entanto há fotografias em casa, de há muitos anos atrás e, embora me reconheça por ter existido, a figura impressa revela uma outra que já existiu.
Na aparência que se transformou, não existe no íntimo mutações intransponíveis. Sei que sou esse, sem mistérios ou transmutações. Eu, quando era, quando fui e enquanto sou.
Nos embates diários da vida, teria sido aquela imagem estagnada em papel, sempre a mesma?
Procuro-me no tempo e descubro que assumi outras faces, outros retratos, outros esgares, outras posturas de olhos e semblantes, de acordo com predisposições, embates, discursos, encontros fortuitos, entrevistas, conquistas de amor, perdas com dor ou sem ela, paternidades de educação e insolvências de querer ser aquilo que não sou.
Máscaras!
Apenas máscaras que se desdobram no quotidiano das coisas sem valor e dos acontecimentos que temos de valorizar.
Assumo as consequências de sobrolho franzido, quando o orgulho não me permite voltar atrás.
Arqueio sobrancelhas interrogativas, quando não existe uma resposta que me elucide.
Arregalo os olhos, quando a dúvida se instala e instiga a uma débil e não fundamentada afirmação.
Mostro dentes de raiva, quando me ofendem sem razão.
Os olhos saltam das órbitas e a boca abre-se de estupor, quando a agressividade me atinge.
...Tanta máscara em tão pouco rosto!...
Tantos rostos diferentes numa cara só!
É a máscara!
Que usamos sem darmos conta no quotidiano absurdo que se instala no espírito.
Nas tragédias que não são gregas, nas comédias que não são carnavais.
É a máscara da origem do ser!
Da cosmogonia que pretendemos alcançar!
Máscara que sou eu sem saberes se és tu!
Interrogativamente efémera e sem explicação.
Catarse de alma e catalepsia de estar.
Máscara de todos os dias, que um carnaval não explica, pela simples e mera razão de se usar uma máscara que não é a nossa!
Fernando Magalhães
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
O meu postal deNatal de 2019.
O Menino Jesus fugiu…
… Apanhou o primeiro raio de luz que surgiu no céu e
desceu à Terra.
Ao chegar tornou-se homem e não a eterna criança acordada
apenas nesta data.
Entre o bulício de gente, luzes e consumismo descobriu:
pobreza, miséria, fome, violência, guerra, desigualdade social, desastres
ecológicos, egoísmo e falta de compaixão.
… A antítese de todos os valores que houvera ensinado e
pelos quais padeceu.
A humanidade, após 2019 anos, nada tinha aprendido!...
Decidiu utilizar a capacidade que tinha de fazer milagres
e com um toque de magia espalhou por todas as crianças miríades de estrelas
repletas de benevolência, perdão, generosidade e
alegria…
… E tendo semeado o sonho e já cansado,
decidiu aproveitar a boleia que um luar de prata lhe oferecia, pensando
otimista voltar para o ano e ver as transformações produzidas.
Fernando Magalhães
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
Excelente análise de um aluno...
... Não existe plano social grátis.
Na metade de uma aula, numa universidade, um dos alunos,
inesperadamente, perguntou ao professor: - O senhor sabe como é que os porcos
selvagens são capturados?
O professor achou que era uma piada e esperava uma resposta engraçada.
O jovem respondeu que não era uma brincadeira, e com seriedade começou
a sua dissertação: - Para capturar porcos selvagens, primeiro localiza-se um
lugar na floresta onde os porcos selvagens costumam ir, e lá colocamos
diariamente um pouco de milho no chão. Assim, os porcos selvagens vêm todos os
dias para comer o milho "GRÁTIS" e, quando se acostumam a vir
diariamente, vamos construindo uma cerca à volta do lugar onde se acostumaram a
comer, um bocado de cada vez...
Quando eles se acostumam àquele lado da cerca, voltam para comer o
milho, e então constrói-se o outro lado da cerca... Eles voltam a acostumar-se
e voltam a comer. Então vamos construindo o cercado à volta, pouco a pouco, até
instalar os quatro lados da vedação ao redor dos porcos.
No final, instala-.se uma porta no último lado. Os porcos já estão
habituados ao milho fácil e às cercas, e assim começam a vir sozinhos pela
entrada. É então quando fechamos o portão e capturamos todo o grupo.
Simples assim, passo a passo, até que no último segundo os porcos
perdem a sua liberdade. Eles começam a correr em círculos dentro da cerca, mas
já estão presos. Depois, começam a comer o milho fácil e gratuito. Eles acostumam-se
de tal maneira que se esquecem de como caçar por si mesmos, e por isso aceitam
a escravidão.
Inclusivamente mostram-se gratos com os seus captores e, durante
gerações vão felizes para o matadouro. Nem desconfiam de que a mão que os
alimenta é a mesma que os mata.
O jovem comentou ao professor que era exatamente isso o que ele via
que acontecia no seu país, na sua província, na sua cidade, com o seu povo.
Os governos populistas, com seus projetos ditatoriais, escondidos sob
o manto "Democrático", estiveram lançando milho gratuito durante o tempo
suficiente para alcançar a mansidão sistemática.
E, cada novo " Governo Salvador " disfarça de "
Programas sociais " as suas esmolas, dá dinheiro que tira do bolso do
próprio trabalhador, realiza missões, planos, indulgências, leis de "
proteção ", subsídios para qualquer coisa, expropriações indevidas,
programas de " Bem-estar social ", festas, feiras ou festivais,
uniformes, pão e circo, transporte " Grátis ".
" G R ÁT I S!"
Toda essa " gratuitidade " que nos oferecem, quais
golpistas, fantasiados de políticos, cheia de felicidade a um povo mal
acostumado com as migalhas do milho fácil e " GRATUITO ". ROUBAM-NOS
a capacidade de sermos críticos, pensantes e pessoas empreendedoras. No
entanto, claro que nada nos saiu "Grátis".
Em consequência, "Não existe almoço grátis"! Finalmente, se
percebermos que toda essa maravilhosa "ajuda" Governamental é um
problema que se opõe ao futuro da democracia no nosso país, devemos
compartilhar esta mensagem. Ou então, cruzemos os braços, e comamos também o
milho...
…E esperemos a matança…
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
terça-feira, 29 de outubro de 2019
"Noção de Novo Luxo"
*O luxo mudou.*
Existe um novo conceito moderno do que é
o *luxo* supremo. Os visionários estão a dar um novo significado não só à palavra, mas também às suas atitudes em relação a ela.
A mudança de comportamento neste novo
milénio mostra uma nova consciência no mundo. E toda a grande transformação
começa quando ocorre uma mudança de valores, e é o que estamos vivenciando neste momento.
Aos poucos, mesmo os mais desatentos, os mais conservadores, mesmo os novos-ricos, deslumbrados com sua escalada social, vão perceber que o luxo agora é outro.
Então, o que significa *luxo* nesta era contemporânea?
Aos poucos, mesmo os mais desatentos, os mais conservadores, mesmo os novos-ricos, deslumbrados com sua escalada social, vão perceber que o luxo agora é outro.
Então, o que significa *luxo* nesta era contemporânea?
O *novo luxo* é ter saúde. Liberdade.
Tempo. Ter espaço neste planeta atafulhado, ter hortas orgânicas, abelhas,
animais livres, água limpa, rios e mares limpos, matas nativas e florestas
preservadas, ecossistemas naturais.
E quem se pode dar a esse luxo?
Quem pode cuidar de sua saúde física, mental, emocional, psíquica e espiritual? Quem pode ter a liberdade de ser o que é, sem se preocupar com a opinião de ninguém? Quem pode ter tempo de fazer o que gosta e gostar do que faz?
Ter tempo de andar sem rumo, ociosamente, pensar, dedicar-se a observar a beleza das coisas, de criar beleza nas coisas, de descobrir o mundo? Tempo de dançar sozinho, olhar demoradamente um pôr do sol? Cuidar dos animais abandonados e ter uns bichinhos para chamar de seus? Tempo de cuidar do jardim e poder plantar muitas árvores? Tomar um café no fim da tarde e ler um bom livro?
E quem se pode dar a esse luxo?
Quem pode cuidar de sua saúde física, mental, emocional, psíquica e espiritual? Quem pode ter a liberdade de ser o que é, sem se preocupar com a opinião de ninguém? Quem pode ter tempo de fazer o que gosta e gostar do que faz?
Ter tempo de andar sem rumo, ociosamente, pensar, dedicar-se a observar a beleza das coisas, de criar beleza nas coisas, de descobrir o mundo? Tempo de dançar sozinho, olhar demoradamente um pôr do sol? Cuidar dos animais abandonados e ter uns bichinhos para chamar de seus? Tempo de cuidar do jardim e poder plantar muitas árvores? Tomar um café no fim da tarde e ler um bom livro?
Tempo de conhecer, descobrir e amar as
pessoas? De poder fazer amor com todo o tempo do mundo? De acordar de bom humor
e acreditar que é possível, é sempre possível, presenciar pequenos e grandes milagres que a Natureza opera?
O *novo luxo* é ter paz de espírito, consciência tranquila, meditar e sentir aquela felicidade que nasce dentro de nós, não importando o que aconteça fora.
O *novo luxo* é saber que para ser feliz temos que desejar que todos possam ser felizes também. Não carregar o peso de sentimentos maus e pensamentos negativos, mas deixar que eles passem como passam as nuvens escuras pelo céu.
O *novo luxo* é ter paz de espírito, consciência tranquila, meditar e sentir aquela felicidade que nasce dentro de nós, não importando o que aconteça fora.
O *novo luxo* é saber que para ser feliz temos que desejar que todos possam ser felizes também. Não carregar o peso de sentimentos maus e pensamentos negativos, mas deixar que eles passem como passam as nuvens escuras pelo céu.
O *novo luxo* é saber ser gentil com
pessoas que não conhece, com empregados, funcionários, subalternos. Respeitar o
outro independentemente de sua posição social, raça, cor ou credo.
Respeitar o ser humano que ele é.
O *novo luxo* é tentar entender quem pensa diferente, quem nos é estranho e saber que a violência sempre gera violência e que esse beco não tem saída.
Respeitar o ser humano que ele é.
O *novo luxo* é tentar entender quem pensa diferente, quem nos é estranho e saber que a violência sempre gera violência e que esse beco não tem saída.
O *novo luxo* é admitir a nossa
fraqueza, perdoar os nossos erros e divertirmo-nos com os nossos defeitos.
Saber que o nosso encanto é essa mistura de tudo, muitas vezes confusa e
desajeitada, mas sempre tentando seguir o caminho do bem.
Todos temos falhas, todos fazemos disparates, dizemos coisas que não quereríamos ter dito e, no final, saber pedir perdão é sempre libertador.
Uma das conquistas do *novo luxo* é essa plenitude.
Todos temos falhas, todos fazemos disparates, dizemos coisas que não quereríamos ter dito e, no final, saber pedir perdão é sempre libertador.
Uma das conquistas do *novo luxo* é essa plenitude.
O *novo luxo* é experienciar, vivenciar
e aprender. O novo luxo é conhecimento. Uma visão abrangente sobre o mundo em
que vivemos e a nossa passagem por este lindo planeta azul.
O *novo luxo* faz de nós um novo ser humano, em que a demanda é evoluir e ser cada vez melhor.
O *novo luxo* faz de nós um novo ser humano, em que a demanda é evoluir e ser cada vez melhor.
A nossa busca é ser
mais feliz.
O *novo luxo* não é ter: *é ser.*
O *novo luxo* não é ter: *é ser.*
quarta-feira, 24 de julho de 2019
terça-feira, 18 de junho de 2019
Conhecer, viver e aprender a Arte. Um domínio transversal.
O analfabetismo estético e
cultural é uma grave doença de que o povo português padece em excesso.
Percentualmente, e
relativamente a alguns países da Comunidade Europeia, é onde esta doença degenerativa
se faz sentir com mais veemência.
Espalha-se em metástases
que bloqueiam a evolução, o culto do bom gosto, a interacção com o património
artístico, a cegueira ao formalmente correcto e o acriticismo àquilo que
observamos.
Coloquem-se estas questões
à maioria dos portugueses:
- Quem visita museus?
- Quem vai a exposições?
- Quem se desloca para
visitar monumentos?
- Quem procura inteirar-se
quanto à evolução do design?
-Quem percorre os labirintos
da memória na história das pedras ancestrais?
-Quem entende os
movimentos artísticos e culturais que nos transportaram ao minimalismo e
contemporaneidade dos nossos dias?
- O que é o
Expressionismo, o Romantismo, a Art Déco, o Surrealismo, o Construtivismo?
Infelizmente e talvez não
sabendo o que é o Desconstrutivismo, vai-se tentando desconstruir o que até
agora levou tempo a estabelecer.
Os olhos para o mundo,
para o nosso país, para a nossa cidade, para a nossa aldeia, para a nossa rua,
para a nossa casa, são os olhos com lentes progressivas de Educação Visual e
Tecnológica!
Educar a visão é saber
observar o que de mais importante nos rodeia, que faz parte da nossa vida, que
dá cor e forma à nossa maneira de estar em sociedade, em cores quentes ou cores
frias, que nos ajuda a construir um mundo melhor, numa estrutura, num
módulo-padrão, numa forma, num registo de observação, numa energia alternativa,
mais consciente, mais alerta e analítica, num ponto, numa linha, numa
construção geométrica, sempre e cada vez mais criativa e reflexiva.
Educação Visual e Educação
Tecnológica combatem a poluição visual e deformativa.
Precisa de espaço e tempo.
E a realidade confirma: no
contexto actual 180 minutos semanais são pouco tempo para poder ensinar a
aprender.
Ensinamos a reciclar,
reduzindo a sincera ignorância e reutilizando a remanescente aprendizagem.
Que sejam criadas mais
horas de aulas, que se contratem mais professores, que se encantem os alunos
com claves de um SOL pintado com cores douradas que E.V. e E.T. indicam (como
docente, gosto de acompanhar as minhas aulas com música).
Desenhem em SI, o que LÁ,
na consciência de cada um, não passe para RÉ da incompreensão, nem DÓ do que se
poderia fazer sem nunca atingir!...
Fernando
Magalhães
(arquitecto, professor de Educação Visual e Educação
Tecnológica)
quinta-feira, 23 de maio de 2019
segunda-feira, 13 de maio de 2019
Professor!
O
dinheiro que foi infiltrado nos bancos, não prejudicou o País; As ajudas de
custo aos políticos, não prejudicam o País; As dezenas de profissões, que têm
bónus de milhares de euros, oferecidos pelos governos, não prejudicam o País.
Os milhares de profissionais, que se passeiam nos carros do Estado, não
prejudicam o País; Os funcionários públicos, que recebem pelas deslocações e
têm direito a residência paga, não prejudicam o País; As nomeações de milhares
de "amiguinhos", a ganharem um balúrdio, num emprego sem trabalho,
não prejudicam o País; Os milhares de euros, entregues a IPSS duvidosas não
prejudicam o País; Os conselhos de administração, de Instituições públicas,
ocupados por mandriões, vigaristas e aldrabões, a ganharem milhares de euros,
não prejudicam o País; Agora, aqueles que correm um País inteiro, que pagam uma
prestação de casa, mas que vão trabalhar a centenas de quilómetros, onde pagam
a renda de um quarto e/ou são dos maiores consumidores de combustíveis. Que
deixam os seus filhos, para ir ensinar, apoiar, acarinhar e guardar, os filhos
dos outros. Aqueles, que não passam de profissionais nómadas, a construir uma
sociedade, a preparar e desbravar mentes. Aqueles, que diariamente, apoiam,
ouvem e sentem os problemas de tantos e tantos jovens... esses sim, vão levar o
País à banca rota, porque ganham pouco mais de mil euros líquidos, pagam todas
as suas despesas, deslocações, alojamento... mas, porra, são professores... que
se lixem! Talvez no dia em que queiram um professor para os vossos filhos e uma
escola para os acolher e guardar e não houver... pode ser que acordem. Cada
classe deveria lutar pelos seus direitos e o que eu vejo é um bando de cidadãos
contra os professores, como se estes fossem um bando de vigaristas,
oportunistas e que não produzem (quando temos dos melhores ensinos do mundo) e
não é, porque os programas são bons e os materiais adequados, é sim, porque
temos muitos profissionais bons, no ensino (e, como em todas as profissões,
também há maus profissionais, mas estes são poucos). Lamento, que os
professores sejam sempre o bode expiatório para justificar o injustificável...
se alguém mentiu, foi quem na campanha prometeu e não cumpriu... Podem falar
mal, criticar, denegrir... mas a verdade é que sou orgulhosamente professor!!
Nota: Este texto não é meu, mas todos deviam partilhá-lo.
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