terça-feira, 29 de outubro de 2019

"Noção de Novo Luxo"


*O luxo mudou.*
Existe um novo conceito moderno do que é o *luxo* supremo. Os visionários estão a dar um novo significado não só à palavra, mas também às suas atitudes em relação a ela.
A mudança de comportamento neste novo milénio mostra uma nova consciência no mundo. E toda a grande transformação começa quando ocorre uma mudança de valores, e é o que estamos vivenciando neste momento.
Aos poucos, mesmo os mais desatentos, os mais conservadores, mesmo os novos-ricos, deslumbrados com sua escalada social, vão perceber que o luxo agora é outro.
Então, o que significa *luxo* nesta era contemporânea?
O *novo luxo* é ter saúde. Liberdade. Tempo. Ter espaço neste planeta atafulhado, ter hortas orgânicas, abelhas, animais livres, água limpa, rios e mares limpos, matas nativas e florestas preservadas, ecossistemas naturais.
E quem se pode dar a esse luxo?
Quem pode cuidar de sua saúde física, mental, emocional, psíquica e espiritual? Quem pode ter a liberdade de ser o que é, sem se preocupar com a opinião de ninguém? Quem pode ter tempo de fazer o que gosta e gostar do que faz?
Ter tempo de andar sem rumo, ociosamente, pensar, dedicar-se a observar a beleza das coisas, de criar beleza nas coisas, de descobrir o mundo? Tempo de dançar sozinho, olhar demoradamente um pôr do sol? Cuidar dos animais abandonados e ter uns bichinhos para chamar de seus? Tempo de cuidar do jardim e poder plantar muitas árvores? Tomar um café no fim da tarde e ler um bom livro?
Tempo de conhecer, descobrir e amar as pessoas? De poder fazer amor com todo o tempo do mundo? De acordar de bom humor e acreditar que é possível, é sempre possível, presenciar pequenos e grandes milagres que a Natureza opera?
O *novo luxo* é ter paz de espírito, consciência tranquila, meditar e sentir aquela felicidade que nasce dentro de nós, não importando o que aconteça fora.
O *novo luxo* é saber que para ser feliz temos que desejar que todos possam ser felizes também. Não carregar o peso de sentimentos maus e pensamentos negativos, mas deixar que eles passem como passam as nuvens escuras pelo céu.
O *novo luxo* é saber ser gentil com pessoas que não conhece, com empregados, funcionários, subalternos. Respeitar o outro independentemente de sua posição social, raça, cor ou credo.
Respeitar o ser humano que ele é.
O *novo luxo* é tentar entender quem pensa diferente, quem nos é estranho e saber que a violência sempre gera violência e que esse beco não tem saída.
O *novo luxo* é admitir a nossa fraqueza, perdoar os nossos erros e divertirmo-nos com os nossos defeitos. Saber que o nosso encanto é essa mistura de tudo, muitas vezes confusa e desajeitada, mas sempre tentando seguir o caminho do bem.
Todos temos falhas, todos fazemos disparates, dizemos coisas que não quereríamos ter dito e, no final, saber pedir perdão é sempre libertador.
Uma das conquistas do *novo luxo* é essa plenitude.
O *novo luxo* é experienciar, vivenciar e aprender. O novo luxo é conhecimento. Uma visão abrangente sobre o mundo em que vivemos e a nossa passagem por este lindo planeta azul.
O *novo luxo* faz de nós um novo ser humano, em que a demanda é evoluir e ser cada vez melhor.
A nossa busca é ser mais feliz.
O *novo luxo* não é ter: *é ser.*

terça-feira, 18 de junho de 2019

Conhecer, viver e aprender a Arte. Um domínio transversal.


O analfabetismo estético e cultural é uma grave doença de que o povo português padece em excesso.
Percentualmente, e relativamente a alguns países da Comunidade Europeia, é onde esta doença degenerativa se faz sentir com mais veemência.
Espalha-se em metástases que bloqueiam a evolução, o culto do bom gosto, a interacção com o património artístico, a cegueira ao formalmente correcto e o acriticismo àquilo que observamos.
Coloquem-se estas questões à maioria dos portugueses:
- Quem visita museus?
- Quem vai a exposições?
- Quem se desloca para visitar monumentos?
- Quem procura inteirar-se quanto à evolução do design?
-Quem percorre os labirintos da memória na história das pedras ancestrais?
-Quem entende os movimentos artísticos e culturais que nos transportaram ao minimalismo e contemporaneidade dos nossos dias?
- O que é o Expressionismo, o Romantismo, a Art Déco, o Surrealismo, o Construtivismo?
Infelizmente e talvez não sabendo o que é o Desconstrutivismo, vai-se tentando desconstruir o que até agora levou tempo a estabelecer.
Os olhos para o mundo, para o nosso país, para a nossa cidade, para a nossa aldeia, para a nossa rua, para a nossa casa, são os olhos com lentes progressivas de Educação Visual e Tecnológica!
Educar a visão é saber observar o que de mais importante nos rodeia, que faz parte da nossa vida, que dá cor e forma à nossa maneira de estar em sociedade, em cores quentes ou cores frias, que nos ajuda a construir um mundo melhor, numa estrutura, num módulo-padrão, numa forma, num registo de observação, numa energia alternativa, mais consciente, mais alerta e analítica, num ponto, numa linha, numa construção geométrica, sempre e cada vez mais criativa e reflexiva.
Educação Visual e Educação Tecnológica combatem a poluição visual e deformativa.
Precisa de espaço e tempo.
E a realidade confirma: no contexto actual 180 minutos semanais são pouco tempo para poder ensinar a aprender.
Ensinamos a reciclar, reduzindo a sincera ignorância e reutilizando a remanescente aprendizagem.
Que sejam criadas mais horas de aulas, que se contratem mais professores, que se encantem os alunos com claves de um SOL pintado com cores douradas que E.V. e E.T. indicam (como docente, gosto de acompanhar as minhas aulas com música).
Desenhem em SI, o que LÁ, na consciência de cada um, não passe para RÉ da incompreensão, nem DÓ do que se poderia fazer sem nunca atingir!...

Fernando Magalhães 
(arquitecto, professor de Educação Visual e Educação Tecnológica)




segunda-feira, 13 de maio de 2019

Professor!


O dinheiro que foi infiltrado nos bancos, não prejudicou o País; As ajudas de custo aos políticos, não prejudicam o País; As dezenas de profissões, que têm bónus de milhares de euros, oferecidos pelos governos, não prejudicam o País. Os milhares de profissionais, que se passeiam nos carros do Estado, não prejudicam o País; Os funcionários públicos, que recebem pelas deslocações e têm direito a residência paga, não prejudicam o País; As nomeações de milhares de "amiguinhos", a ganharem um balúrdio, num emprego sem trabalho, não prejudicam o País; Os milhares de euros, entregues a IPSS duvidosas não prejudicam o País; Os conselhos de administração, de Instituições públicas, ocupados por mandriões, vigaristas e aldrabões, a ganharem milhares de euros, não prejudicam o País; Agora, aqueles que correm um País inteiro, que pagam uma prestação de casa, mas que vão trabalhar a centenas de quilómetros, onde pagam a renda de um quarto e/ou são dos maiores consumidores de combustíveis. Que deixam os seus filhos, para ir ensinar, apoiar, acarinhar e guardar, os filhos dos outros. Aqueles, que não passam de profissionais nómadas, a construir uma sociedade, a preparar e desbravar mentes. Aqueles, que diariamente, apoiam, ouvem e sentem os problemas de tantos e tantos jovens... esses sim, vão levar o País à banca rota, porque ganham pouco mais de mil euros líquidos, pagam todas as suas despesas, deslocações, alojamento... mas, porra, são professores... que se lixem! Talvez no dia em que queiram um professor para os vossos filhos e uma escola para os acolher e guardar e não houver... pode ser que acordem. Cada classe deveria lutar pelos seus direitos e o que eu vejo é um bando de cidadãos contra os professores, como se estes fossem um bando de vigaristas, oportunistas e que não produzem (quando temos dos melhores ensinos do mundo) e não é, porque os programas são bons e os materiais adequados, é sim, porque temos muitos profissionais bons, no ensino (e, como em todas as profissões, também há maus profissionais, mas estes são poucos). Lamento, que os professores sejam sempre o bode expiatório para justificar o injustificável... se alguém mentiu, foi quem na campanha prometeu e não cumpriu... Podem falar mal, criticar, denegrir... mas a verdade é que sou orgulhosamente professor!! Nota: Este texto não é meu, mas todos deviam partilhá-lo.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

O professor...


Ser professor é ser artista, malabarista,
pintor, escultor, doutor,
musicólogo, psicólogo…
É ser mãe, pai, irmã, avó,
É ser palhaço, estilhaço,
É ser ciência, paciência…
É ser informação,
É ser acção.
É ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Incompreendido?... Muito.
Entendido?...Nunca.
O seu filho passou?...
Claro, é um génio!
Não passou?
O professor não ensinou!

Ser professor…
É um vício, ou vocação?
É outra coisa…
É ter nas mãos o mundo de
AMANHÃ

AMANHÃ
os alunos vão-se…
e ele, o mestre, de mãos vazias,
fica com o coração partido.
Recebe novas turmas,
novos olhinhos ávidos de
Cultura
e ele, o professor,
vai despejando
com toda a ternura,
o saber, a Orientação
nas cabecinhas novas
que amanhã
luzirão no firmamento do País.
Fica a saudade…
a Amizade.
- O pagamento real?
…Só na eternidade.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Professor: Um manual a não esquecer...


Enviaram-me este texto que passo a divulgar, pedindo desculpa ao autor pelo facto de não me lembrar do seu nome.

1. Não queira salvar o Mundo. O Mundo não tem salvação. Os humanos têm tratado tão mal a mãe natureza que ela vai agradecer quando os humanos derem cabo de si próprios.

2. Não entre na escola com a ideia peregrina de que a sua missão é salvar crianças e adolescentes. Há muitas crianças e jovens que não têm salvação. Quando chegam à escola já estão perdidas. Não se sinta culpado pela perdição dos outros. As culpas da perdição têm de ser distribuídas pelos políticos e pelos pais. Os primeiros porque não sabem governar o país; apenas sabem governar-se. Os segundos porque colocam o amor-próprio e os interesses pessoais à frente dos interesses dos filhos. E vai daí, passam a vida a fazer asneiras.

3. Se vir uma criança com fome, compre-lhe uma sanduíche. Mas não tenha a pretensão de querer resolver o problema da pobreza.

4. Não fale nas aulas sobre sexo e política. Concentre-se nas suas matérias e lembre-se de que ensinar bem é a coisa que melhor pode fazer para ajudar as crianças e os jovens a serem bem sucedidos.

5. Não queira ser engraçado nas aulas nem queira passar por humorista. Lembre-se de que está a falar para 25 alunos que têm telemóveis com câmara fotográfica e gravadores de áudio e vídeo.

6. Não queira fazer-se passar por irmão mais velho, amigo, pai ou mãe dos alunos. Seja simplesmente professor: um profissional com elevada competência técnica e científica que, embora mal, é pago para ensinar. Quando se ensina bem, está-se a educar. A educação é uma camada que se sobrepõe à instrução. A sua tarefa principal é instruir. A educação vem por acréscimo. É um bónus.

7. Não fale sobre a vida privada com os alunos. Lembre-se de que você não é pai nem mãe deles. Tão pouco é irmão. Nem sequer é um amigo. Você é um profissional.

8. Não queira entrar na intimidade dos seus alunos. Ouça-os quando eles se dirigem a si para falar sobre os problemas pessoais, mas ouça apenas. Não diga nada. Se for caso disso, encaminhe-os para o psicólogo escolar. Se for assunto que possa ser tratado pela escola, mande-os falar com o director de turma.

9. Guarde a ternura para os seus filhos. Não caia na tentação de consolar as crianças e os jovens com carícias, ainda que inocentes. Seja cuidadoso. Há crianças e jovens que fazem uso da maldade pura.

10. Cuidado com as conversas com os pais. Trinque a língua antes de falar. Diga só o que for realmente necessário. Limite-se à descrição dos factos. Poupe nos adjectivos. Não faça juízos de valor. Nunca tenha a pretensão de pensar que os pais dos alunos são seus amigos. E nunca tome o partido dos pais contra os seus colegas. Lembre-se de que os pais passam, mas os seus colegas vão estar ao seu lado durante pelo menos 40 anos.