quarta-feira, 24 de julho de 2019
terça-feira, 18 de junho de 2019
Conhecer, viver e aprender a Arte. Um domínio transversal.
O analfabetismo estético e
cultural é uma grave doença de que o povo português padece em excesso.
Percentualmente, e
relativamente a alguns países da Comunidade Europeia, é onde esta doença degenerativa
se faz sentir com mais veemência.
Espalha-se em metástases
que bloqueiam a evolução, o culto do bom gosto, a interacção com o património
artístico, a cegueira ao formalmente correcto e o acriticismo àquilo que
observamos.
Coloquem-se estas questões
à maioria dos portugueses:
- Quem visita museus?
- Quem vai a exposições?
- Quem se desloca para
visitar monumentos?
- Quem procura inteirar-se
quanto à evolução do design?
-Quem percorre os labirintos
da memória na história das pedras ancestrais?
-Quem entende os
movimentos artísticos e culturais que nos transportaram ao minimalismo e
contemporaneidade dos nossos dias?
- O que é o
Expressionismo, o Romantismo, a Art Déco, o Surrealismo, o Construtivismo?
Infelizmente e talvez não
sabendo o que é o Desconstrutivismo, vai-se tentando desconstruir o que até
agora levou tempo a estabelecer.
Os olhos para o mundo,
para o nosso país, para a nossa cidade, para a nossa aldeia, para a nossa rua,
para a nossa casa, são os olhos com lentes progressivas de Educação Visual e
Tecnológica!
Educar a visão é saber
observar o que de mais importante nos rodeia, que faz parte da nossa vida, que
dá cor e forma à nossa maneira de estar em sociedade, em cores quentes ou cores
frias, que nos ajuda a construir um mundo melhor, numa estrutura, num
módulo-padrão, numa forma, num registo de observação, numa energia alternativa,
mais consciente, mais alerta e analítica, num ponto, numa linha, numa
construção geométrica, sempre e cada vez mais criativa e reflexiva.
Educação Visual e Educação
Tecnológica combatem a poluição visual e deformativa.
Precisa de espaço e tempo.
E a realidade confirma: no
contexto actual 180 minutos semanais são pouco tempo para poder ensinar a
aprender.
Ensinamos a reciclar,
reduzindo a sincera ignorância e reutilizando a remanescente aprendizagem.
Que sejam criadas mais
horas de aulas, que se contratem mais professores, que se encantem os alunos
com claves de um SOL pintado com cores douradas que E.V. e E.T. indicam (como
docente, gosto de acompanhar as minhas aulas com música).
Desenhem em SI, o que LÁ,
na consciência de cada um, não passe para RÉ da incompreensão, nem DÓ do que se
poderia fazer sem nunca atingir!...
Fernando
Magalhães
(arquitecto, professor de Educação Visual e Educação
Tecnológica)
quinta-feira, 23 de maio de 2019
segunda-feira, 13 de maio de 2019
Professor!
O
dinheiro que foi infiltrado nos bancos, não prejudicou o País; As ajudas de
custo aos políticos, não prejudicam o País; As dezenas de profissões, que têm
bónus de milhares de euros, oferecidos pelos governos, não prejudicam o País.
Os milhares de profissionais, que se passeiam nos carros do Estado, não
prejudicam o País; Os funcionários públicos, que recebem pelas deslocações e
têm direito a residência paga, não prejudicam o País; As nomeações de milhares
de "amiguinhos", a ganharem um balúrdio, num emprego sem trabalho,
não prejudicam o País; Os milhares de euros, entregues a IPSS duvidosas não
prejudicam o País; Os conselhos de administração, de Instituições públicas,
ocupados por mandriões, vigaristas e aldrabões, a ganharem milhares de euros,
não prejudicam o País; Agora, aqueles que correm um País inteiro, que pagam uma
prestação de casa, mas que vão trabalhar a centenas de quilómetros, onde pagam
a renda de um quarto e/ou são dos maiores consumidores de combustíveis. Que
deixam os seus filhos, para ir ensinar, apoiar, acarinhar e guardar, os filhos
dos outros. Aqueles, que não passam de profissionais nómadas, a construir uma
sociedade, a preparar e desbravar mentes. Aqueles, que diariamente, apoiam,
ouvem e sentem os problemas de tantos e tantos jovens... esses sim, vão levar o
País à banca rota, porque ganham pouco mais de mil euros líquidos, pagam todas
as suas despesas, deslocações, alojamento... mas, porra, são professores... que
se lixem! Talvez no dia em que queiram um professor para os vossos filhos e uma
escola para os acolher e guardar e não houver... pode ser que acordem. Cada
classe deveria lutar pelos seus direitos e o que eu vejo é um bando de cidadãos
contra os professores, como se estes fossem um bando de vigaristas,
oportunistas e que não produzem (quando temos dos melhores ensinos do mundo) e
não é, porque os programas são bons e os materiais adequados, é sim, porque
temos muitos profissionais bons, no ensino (e, como em todas as profissões,
também há maus profissionais, mas estes são poucos). Lamento, que os
professores sejam sempre o bode expiatório para justificar o injustificável...
se alguém mentiu, foi quem na campanha prometeu e não cumpriu... Podem falar
mal, criticar, denegrir... mas a verdade é que sou orgulhosamente professor!!
Nota: Este texto não é meu, mas todos deviam partilhá-lo.
terça-feira, 30 de abril de 2019
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
sexta-feira, 15 de junho de 2018
O professor...
Ser professor é ser artista, malabarista,
pintor, escultor, doutor,
musicólogo, psicólogo…
É ser mãe, pai, irmã, avó,
É ser palhaço, estilhaço,
É ser ciência, paciência…
É ser informação,
É ser acção.
É ser bússola, é ser farol.
É ser luz, é ser sol.
Incompreendido?... Muito.
Entendido?...Nunca.
O seu filho passou?...
Claro, é um génio!
Não passou?
O professor não ensinou!
Ser professor…
É um vício, ou vocação?
É outra coisa…
É ter nas mãos o mundo de
AMANHÃ
AMANHÃ
os alunos vão-se…
e ele, o mestre, de mãos vazias,
fica com o coração partido.
Recebe novas turmas,
novos olhinhos ávidos de
Cultura
e ele, o professor,
vai despejando
com toda a ternura,
o saber, a Orientação
nas cabecinhas novas
que amanhã
luzirão no firmamento do País.
Fica a saudade…
a Amizade.
- O pagamento real?
…Só na eternidade.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Professor: Um manual a não esquecer...
Enviaram-me este texto que passo a divulgar, pedindo desculpa ao autor pelo facto de não me lembrar do seu nome.
1. Não queira salvar o Mundo. O Mundo não tem salvação.
Os humanos têm tratado tão mal a mãe natureza que ela vai agradecer quando os
humanos derem cabo de si próprios.
2. Não entre na escola com a ideia peregrina de que a sua
missão é salvar crianças e adolescentes. Há muitas crianças e jovens que não
têm salvação. Quando chegam à escola já estão perdidas. Não se sinta culpado
pela perdição dos outros. As culpas da perdição têm de ser distribuídas pelos
políticos e pelos pais. Os primeiros porque não sabem governar o país; apenas
sabem governar-se. Os segundos porque colocam o amor-próprio e os interesses
pessoais à frente dos interesses dos filhos. E vai daí, passam a vida a fazer
asneiras.
3. Se vir uma criança com fome, compre-lhe uma sanduíche.
Mas não tenha a pretensão de querer resolver o problema da pobreza.
4. Não fale nas aulas sobre sexo e política. Concentre-se
nas suas matérias e lembre-se de que ensinar bem é a coisa que melhor pode
fazer para ajudar as crianças e os jovens a serem bem sucedidos.
5. Não queira ser engraçado nas aulas nem queira passar
por humorista. Lembre-se de que está a falar para 25 alunos que têm telemóveis
com câmara fotográfica e gravadores de áudio e vídeo.
6. Não queira fazer-se passar por irmão mais velho,
amigo, pai ou mãe dos alunos. Seja simplesmente professor: um profissional com
elevada competência técnica e científica que, embora mal, é pago para ensinar. Quando se
ensina bem, está-se a educar. A educação é uma camada que se sobrepõe à
instrução. A sua tarefa principal é instruir. A educação vem por acréscimo. É
um bónus.
7. Não fale sobre a vida privada com os alunos. Lembre-se
de que você não é pai nem mãe deles. Tão pouco é irmão. Nem sequer é um amigo.
Você é um profissional.
8. Não queira entrar na intimidade dos seus alunos.
Ouça-os quando eles se dirigem a si para falar sobre os problemas pessoais, mas
ouça apenas. Não diga nada. Se for caso disso, encaminhe-os para o psicólogo
escolar. Se for assunto que possa ser tratado pela escola, mande-os falar com o
director de turma.
9. Guarde a ternura para os seus filhos. Não caia na
tentação de consolar as crianças e os jovens com carícias, ainda que inocentes.
Seja cuidadoso. Há crianças e jovens que fazem uso da maldade pura.
10. Cuidado com as conversas com os pais. Trinque a
língua antes de falar. Diga só o que for realmente necessário. Limite-se à
descrição dos factos. Poupe nos adjectivos. Não faça juízos de valor. Nunca
tenha a pretensão de pensar que os pais dos alunos são seus amigos. E nunca
tome o partido dos pais contra os seus colegas. Lembre-se de que os pais
passam, mas os seus colegas vão estar ao seu lado durante pelo menos 40 anos.
quarta-feira, 18 de abril de 2018
sexta-feira, 13 de abril de 2018
quarta-feira, 21 de março de 2018
sexta-feira, 16 de março de 2018
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